sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Violino, por Isabela Colombo

Para escrever esse post, pensei em falar sobre uma das coisas que mais mexem comigo desde que me conheço por gente. A verdade é que eu sempre tive uma ligação especial com música clássica, e minha mãe uma vez me disse que quando eu ainda era bebê, a única coisa que me acalmava quando eu chorava demais, era música clássica. Minha família não é muito ligada à musica no geral. Quero dizer, não tenho parentes músicos, mas meu irmão é formado em piano e minha madrinha, apesar de não ser formada, toca piano muito bem. E acho que talvez tenha sido meu contato com minha madrinha que tenha me levado a aprender música. Toda vez que a visitava, eu passava horas no piano apertando as teclas sem saber o que estava fazendo, e ficava implorando pra que ela me ensinasse a tocar...e por fim ela começou a me dar aulas mas me disse para ir para uma escola de música aprender tudo certinho. E lá fui eu pra uma escola formal de música, mas deixei o piano de lado e comecei a fazer aulas de teclado (que pode parecer a mesma coisa, mas a verdade é que o teclado certamente não tem o mesmo sabor do piano), e depois de um ano eu me cansei desse eletrônico, mas me apaixonei por um outro instrumento: o violino. Minha ligação com o violino foi como amor à primeira vista (ou ao primeiro toque), pois desde a primeira aula parecia que havia achado um instrumento que eu entendesse por completo, e que também conseguia me entender...e assim passei quase oito anos da minha vida me dedicando a esse instrumento maravilhoso. Minha jornada na música foi bem agitada. Eu era bem aplicada e estudava várias horas por dia, tanto porque amava, quanto porque queria ficar boa logo para aprender as músicas mais difíceis. E não demorou muito para a escola me convidar para tocar na orquestra da escola. E quando criaram a orquestra jovem, lá estava eu também: 12 anos de idade, primeiro violino chefe dessa pequena orquestra. E fazíamos várias apresentações na cidade e região e eu gostava de tudo: de me vestir com roupas formais, de afinar o violino com toda a orquestra enquanto o público olhava curioso, de tocar em grupo, e de me levantar e executar alguns solos. Já com quinze anos eu comecei a fazer pequenos trabalhos, tocava em casamentos e fui chamada para participar de um quarteto, que foi uma das melhores experiências da minha vida. Não preciso dizer que eu estava muito mais envolvida com a música do que com qualquer outra atividade da minha vida né? Mas apesar disso, quando cheguei ao terceiro colegial, decidi guardar o violino e me dedicar aos vestibulares, e desde então deixei de estudar música e poucas foram as vezes que eu toquei meu violino de novo. Não me arrependo realmente das decisões que tomei na vida, pois elas todas me trouxeram até onde estou, mas eu definitivamente sinto muita falta da companhia desse instrumento peculiar. O violino foi por muitos anos uma espécie de melhor amigo, meu refúgio para os dias tristes e minha libertação para os dias contentes. Eu sempre amei o som um tanto melancólico do violino, tão bonito, tão comovente...e definitivamente me proporcionou por muito tempo uma experiência estética marcante. Espero que tenham gostado. Beijos

2 comentários:

  1. Nossa Isa, que incrível... Não sabia desse seu talento mas agora quero muito ouvir você tocando esse instrumento fascinante

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  2. Nossa Isa, que incrível... Não sabia desse seu talento mas agora quero muito ouvir você tocando esse instrumento fascinante

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